Bem,os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) acabaram de sair do forno. Não são ainda resultados concretos e definitivos, mas que demonstram a realidade educacional do ensino médio em nosso país.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2007/11/23/ult1811u206.jhtm
Inicialmente, os resultados do ENEM - 2007, demonstram ainda uma distância entre a rede privada e a rede pública. Os alunos da rede pública não obtiveram êxito em metade da prova. O ano passado, esta distãncia no desempenho não foi tão acentuada assim.
São Paulo,o estado mais rico e desenvolvido da União, ficou em 10º lugar, no geral, em 4º nas provas objetivas e nas redações, em 14º lugar.
E aí como lição de casa fica a nossa reflexão pedagógica do que queremos aprender com estes dados e como utilizá-los na nossa prática educativa. Não que queremos fazer uma pedagogia baseada em resultados, mas estas informações são importantes quando queremos estabelecer metas e objetivos e corrigir falhas.
Mas uma coisa é certa. O desempenho de São Paulo reflete o descaso que a educação pública vem sofrendo ao longo dos anos, com políticas educacionais que muitas vezes "mascaravam" a real situação do ensino, com o objetivo de se conseguir financiamento de instituições estrangeiras.
Outra situação a ser criticada é o papel "assistencialista" que os governos federais, estaduais e municipais assumiram tornando a escola um local onde o aluno está somente para não ficar na rua. E não um local onde ele está para aprender e desenvolver suas habilidades e exercer a sua cidadania.
É... mas bola pra frente e que em breve possamos reverter esta situação desanimadora. Porém, que nos sirva de estímulo para melhorarmos a nossa prática.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Vai ter mais alguma avaliação?
Como se não bastassem as provas para serem elaboradas e corrigidas, as atividades de reforço e outras coisas que são pertinentes do universo escolar, agora são as avaliações que os governos federais, estaduais e municipais instituiram para "inglês ver".
Nada contra as avaliações em si. Creio que elas são importantes quando queremos estabelecer metas e diretrizes e quando temos o real desejo de corrigir falhas no processo educativo.
Afinal de contas se os alunos forem bem na "maratona" de provas, o mérito será do governo, independente do partido político. Caso contrário, a culpa será como sempre do professor pelo fracasso do aluno.
O mais interessante é que o que é exigido nestas provas, não deve ser exigido em sala de aula. Incoerência? Pois é, também acho. No começo do ano letivo é sempre a mesma argumentação: " o importante é que o aluno saiba ler e escrever e que saiba as quatro operações fundamentais"...
E nas avaliações pedem até para se calcular o perímetro...
Concluindo, logo teremos gente criando cursinhos para alunos de 1ª à 4ª série se prepararem para as avaliações federais, estaduais e municipais.
Alguém duvida?
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sábado, 14 de julho de 2007
Deixem o homem falar!
Como estou em recesso, hoje não postar sobre educação. Vou falar sobre política. Não que seja uma "expert" no assunto, pelo contrário, dou meus "pitacos" como qualquer brasileiro dá. Após as eleições a frase que mais se ouvia era: "deixem o homem descansar". E o homem descansou mesmo! Descansou tanto que seus eleitores, não-eleitores, contribuintes ou não manisfestaram sua insatisfação ontem na Abertura dos Jogos Pan-Americanos, Rio 2007. O presidente foi vaiado 06 vezes pelo público que assistia a abertura do evento e pela primeira vez, um chefe de Estado não faz a declaração habitual de abertura. Coube ao presidente do comitê organizador. Se bem que nosso presidente não foi o único vaiado. Os norte-americanos, os bolivianos e os venezuelanos também. Nossos eternos rivais, os argentinos, foram poupados. Estes que foram um dos primeiros a entrar no Maracanã, pareciam tímidos e encolhidos ao entrar, temendo qualquer atitude hostil dos brasileiros. Pareciam os primeiros cristãos em Roma a enfrentar o público das arenas, dos césares e pior, dos leões. Mas com nossos hermanos, o público brasileiro, ficou mais para gatinho doméstico. Creio que depois desta acolhida, a rivalidade Brasil X Argentina nunca mais será a mesma. Bem, depois do final da Copa América eu corrijo se a minha opinião estava equivocada! O rugido do leão ficou mesmo para o presidente! Até o Galvão Bueno em raro dia em que " vou perder o amigo, mas não vou perder a piada", lembrou que o líder cubano Fidel Castro costuma, melhor costumava, fazer discursos intermináveis de quase 08 horas e que na abertura do Pan em Cuba, falou 23 segundos. E aí Galvão terminou com esta: " falou pouco, mas falou". Para contornar a situação constrangedora e creio que foi por este motivo que Hugo Chavez, presença confirmada, não deu as caras, os aliados do partido do governo disseram que as vaias sempre vinham de um lugar específico do Maracanã. Coisa da oposição. Fico imaginando o que faz uma pessoa, pagar um ingresso para assistir uma abertura única de um evento como este, ficar na fila, ser revistada só para vaiar o presidente... Quando se é pedra tudo fico mais fácil! O difícil é quando se passa a ser vidraça. Creio que o presidente e seu partido não se acostumaram a isso. Mas, afinal: "deixem o homem falar"! |
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
Eba! Férias!!!
Melhor, recesso! Mas o que importa? O importante é descansar, repor as energias e arrumar o guarda-roupa. Arrumar o guarda-roupa? Pois é...ainda não conheci um professor que não arruma o guarda-roupa no recesso de julho. Tem aqueles que separam as roupas que vão ser doadas, reformadas e aqueles que arrumam pelo simples fato de constatar que esqueceram aquela peça que foi comprada na liquidação ou que se ganhou de presente e que geralmente é dois números menores do que realmente usamos. Aí você pensa: "vou fazer um regime e uso". Promessa de ano novo, mas que percebemos claramente que não foi novamente cumprida, quando nos deparamos com a tal peça. A guardamos novamente na esperança de um dia servir. E lá vai a peça para o armário até ser encontrada no próximo recesso. Ou ser doada por estar fora de moda. O pior é que as roupas que doei no recesso de 15 anos atrás voltaram a moda e não tenho mais nenhuma. Também não tenho dinheiro para comprar novas e ser "fashion". Como desculpa, digo que sou "minimalista" na minha forma de se vestir. E que venha o guarda-roupa! |
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Parte do dedo decepado!
| Pois é, parece não ter fim o período de terror pelo qual os professores das escolas públicas estão passando. A nossa esperança é que, com a chegada do recesso escolar, as agressões diminuam. O ideal é que elas nunca tivessem acontecido. O caso mais recente foi de uma professora que teve parte do dedo decepado, quando um aluno de 10 anos, prensou o seu dedo na porta do banheiro da escola. Para os nossos tecnocratas da educação o fato ficou caracterizado como um "acidente", pois o aluno não tinha a intenção de ferir a professora. Se bem que segundo a professora, o aluno sorriu do "acidente" que causou. Mais uma vez, só temos que lamentar... Na minha escola - de 1ª à 4ª série - uma colega comentou quando os primeiros casos de agressões a professores,causados por adolescentes aconteceram: "pelo menos aqui na escola, poderemos ficar tranquilas, pois eles são muito pequenos". Todos nós concordamos. E aí ficamos sabendo da estória do dedo e da idade do aluno e concluímos que o perigo está em qualquer faixa etária. Se bem que não tenho que reclamar, pelo contrário, só agradecer a Deus por estes quases 20 anos de magistério, pois nunca fui ameaçada nem fisicamente e nem emocionalmente. Sempre tive o respeito e o carinho dos meus alunos e acredito que na minha unidade escolar, muitos colegas compartilham da minha opinião. Mas não posso ignorar que outros colegas em outras unidades têm passado! Que o nosso bom Deus nos ajude e nos dê discernimento para entendermos e suportarmos este período. |
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Cada vez pior!
Qual não foi a minha surpresa ao abrir o jornal hoje pela manhã e ler uma notícia que uma professora tinha sido espancada por dois alunos e perdera todos os dentes. Seu tratamento ficará em 8.000, 00 reais! Na semana passada, outra professora teve o cabelo queimado por um aluno. Ambas são professoras de escolas públicas estaduais.
No primeiro caso relatado, saiu uma pequena nota no jornal. Se fosse o contrário - a professora ter agredido os alunos - seria destaque na primeira página e ocuparia uma semana de debates nos telejornais, assim como ocorreu com o episódio da cobrança de 1,00 real para xerocar provas e trabalhos.
Fica cada vez mais evidente que apoiado pela mídia e pelos pais, os alunos não têm o menor constragimento em agredir verbalmente ou fisicamente seus professores.
A violência contra os professores cresce em proporções geométricas e muitos profissionais têm abandonado a profissão por medo das agressões somadas aos baixos salários, que com certeza não pagam um tratamento odontológico de 8.000,00 reais! Sem contar na dor, na humilhação e no medo que esta professora passou!
A ela nosso mais sinceros votos de recuperação, de solidariedade e de indignação por este ato covarde que ela sofreu!
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