sábado, 14 de julho de 2007

Deixem o homem falar!

Como estou em recesso, hoje não postar sobre educação. Vou falar sobre política. Não que seja uma "expert" no assunto, pelo contrário, dou meus "pitacos" como qualquer brasileiro dá.
Após as eleições a frase que mais se ouvia era: "deixem o homem descansar". E o homem descansou mesmo! Descansou tanto que seus eleitores, não-eleitores, contribuintes ou não manisfestaram sua insatisfação ontem na Abertura dos Jogos Pan-Americanos, Rio 2007. O presidente foi vaiado 06 vezes pelo público que assistia a abertura do evento e pela primeira vez, um chefe de Estado não faz a declaração habitual de abertura. Coube ao presidente do comitê organizador.
Se bem que nosso presidente não foi o único vaiado. Os norte-americanos, os bolivianos e os venezuelanos também. Nossos eternos rivais, os argentinos, foram poupados. Estes que foram um dos primeiros a entrar no Maracanã, pareciam tímidos e encolhidos ao entrar, temendo qualquer atitude hostil dos brasileiros. Pareciam os primeiros cristãos em Roma a enfrentar o público das arenas, dos césares e pior, dos leões.
Mas com nossos hermanos, o público brasileiro, ficou mais para gatinho doméstico. Creio que depois desta acolhida, a rivalidade Brasil X Argentina nunca mais será a mesma. Bem, depois do final da Copa América eu corrijo se a minha opinião estava equivocada! O rugido do leão ficou mesmo para o presidente!
Até o Galvão Bueno em raro dia em que " vou perder o amigo, mas não vou perder a piada", lembrou que o líder cubano Fidel Castro costuma, melhor costumava, fazer discursos intermináveis de quase 08 horas e que na abertura do Pan em Cuba, falou 23 segundos. E aí Galvão terminou com esta: " falou pouco, mas falou".
Para contornar a situação constrangedora e creio que foi por este motivo que Hugo Chavez, presença confirmada, não deu as caras, os aliados do partido do governo disseram que as vaias sempre vinham de um lugar específico do Maracanã. Coisa da oposição. Fico imaginando o que faz uma pessoa, pagar um ingresso para assistir uma abertura única de um evento como este, ficar na fila, ser revistada só para vaiar o presidente...
Quando se é pedra tudo fico mais fácil! O difícil é quando se passa a ser vidraça. Creio que o presidente e seu partido não se acostumaram a isso.
Mas, afinal: "deixem o homem falar"!

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